Around The House: Entrevista com o músico e tatuador Caio Gregory

Caio Gregory já frequentava sessions e tocava em shows quando este que vos escreve ainda mal arranhava uma tune na flauta. Ele esteve entre os membros fundadores da conhecida banda Café Irlanda, do Rio de Janeiro e demonstra uma pesquisa e um detalhismo bastante admiráveis na música tradicional irlandesa. Em dado momento da vida, Caio também tornou-se tatuador de mão cheia e mergulha fundo em inspirações tupis e hindus para sua arte. Ele também tocou no conjunto Teko Porã, de música de inspirações indígenas. Recentemente, ele retornou aos palcos com o projeto Gregory Folk Music, que anda fazendo show atrás de show em pubs prestigiados de São Paulo. Hoje, o Pint teve oportunidade de conversar com ele sobre a sua visão do trad e dessa mistura pós-moderna de visões e experiências artísticas que ele carrega.



O PINT DIÁRIO – Quando a gente conhece alguém que, por acaso, também tem essa mesma pira pela música tradicional irlandesa, a primeira pergunta que vem à mente é, naturalmente: o que você ouve? Quais são as suas bandas de Irish favoritas?


CAIO GREGORY – Salve Léo, um forte abraço a todos e todas leitores e equipe do Pint Diário, um grande prazer e honra poder participar dessa entrevista. Pois é, quando eu comecei com a música tradicional irlandesa a 14 anos, éramos (e ainda somos) poucos e bons, trocando repertório e bandas que curtíamos ouvir. A minha banda favorita (não só de música irlandesa, mas de música em geral) é o Planxty. Os caras fizeram uma revolução na música tradicional, cheios de personalidade, poder e instrumentos novos. Por incrível que pareça, eu cheguei na música irlandesa pelo Tuatha de Danann, uma banda brasileira de folk metal. Eu era metaleiro durante minha adolescência, e quando conheci bandas como Rhapsody, Blind Guardian, Cruachan, Faun e outras, acabei chegando no folk. De folk mesmo as bandas que eu ouço até hoje: Flook, Lúnasa, Breabach, The Chieftains (R.I.P. Paddy Moloney), The Dubliners, Andy Irvine, Paul Brady, Dick Gaughan, Christy Moore, Stan Rogers, The WolfeTones, The Jeremiahs, The Pogues, Altan, Cherish The Ladies, tem as de folk rock The Woods Band, Steeleye Span, The Pentangle, Bert Jansch, Anne Briggs, e das brasileiras curto muito a Oran, Irish Fellas, Harmundi, Tunas e o trampo da galera da cena em geral, muitos músicos e musicistas muitos talentosos!

PINT – Você toca violão, bandolim, canta… mais alguma coisa?

CAIO – Olha, eu arranho um fiddle, só porque é a mesma afinação do bandolim, mas muito mal... o Danny Littwin já me gongou por arruinar uma tune no violino numa session lá em casa (risos). Mas toco também banjo tenor e fiz umas aulas de piano quando era moleque, então dá pra improvisar nas teclas também. Mas o que eu me garanto de fato é no bandolim, violão e voz.

PINT – Caio, de onde você vem? Quero dizer, antes de conhecer e se envolver com a música irlandesa, o que te formou musicalmente em termos de referências, repertório, estilos que você já tocou…? Em outras palavras, o que, além da música irlandesa, te inspira e tempera o seu som?

CAIO – Então, meu avô e minha mãe são musicistas, então cresci ouvindo eles tocando violão e cantando, meu avô os samba-canções dos anos 40 e minha mãe cantando MPB.Quando eu era criança, acordava muito cedo pra ir pra escola. No café da manhã, minha mãe ligava a rádio MEC FM aqui do Rio de Janeiro, a rádio de música clássica, que de manhã cedo tem o programa Áurea Musica, de música medieval e barroca (tive na época do Café Irlanda o prazer imenso de conhecer o Servio Tulio, programador musical deste programa que cresci ouvindo, e ele nos convidou pra nos apresentarmos ao vivo na rádio MEC no programa Sala de Concerto, de Lauro Gomes). Ela também conhecia o pessoal do Música Antiga da UFF, que toca música medieval, barroca e renascentista. Então já criança eu acompanhava na flauta doce as músicas medievais, aquilo dos trovadores e bardos sempre me chamou muito a atenção! De adolescente passei a ouvir rock e metal, minha banda favorita era o Iron Maiden. Com os anos conheci as bandas de folk metal, comecei a ouvir muito Blackmore’s Night e quis ter uma banda desse estilo. Fiquei com a ideia fixa de tocar bandolim pq o que eu queria mesmo era tocar alaúde, mas não tinha (e ainda não tenho rs) recursos financeiros pra comprar um, então apelei pro seu neto mais popular e barato. Ganhei um bandolim com 18 anos, e na faculdade conheci a Raquel Thomé (com quem fundaria a banda Café Irlanda no ano de 2009), e nossa ideia original era ter uma banda estilo Braia (o projeto solo do Bruno Maia, idealizador do Tuatha de Danann, que conheci pessoalmente em um simpósio de estudos celtas e germânicos em Minas que fui com a faculdade). Daquela ideia crua, ela me apresentou uma comunidade no falecido Orkut para sessions de música irlandesa, que eu conhecia muito pouco. Dali, o resto é História.

St. Patrick's Day, Rio, 2015, no Teatro Rival

PINT – Parece que todo mundo que toca música irlandesa no Brasil tem uma história muito própria sobre como descobriu esse gênero e por que motivos (racionais, emocionais, espirituais) acabou se encantando tanto por ele. Qual a sua história?

CAIO – Com o passar dos anos, dentro da minha jornada espiritual, eu me reconectei com o Bardo interior, é algo que eu creio que me acompanha a muitas vidas. Quando escuto música irlandesa, sinto algo muito familiar, como se já tivesse tocado isso antes. É algo de outras encarnações. A primeira vez que escutei uma tune, foi o Saddle the Pony, e por acaso, porque na época a gente baixava música em programas ilegais (alguém me prenda) como o Kazaa e Emule. Eu baixei uma playlist da Enya e veio essa tune. Eu e meu irmão começamos a dançar loucamente, senti uma euforia, um retorno para casa. Foi doideira, até difícil explicar. Basicamente, a Deusa Danú me chamou de volta.

PINT – Como você aprende e como você pratica e estuda a música irlandesa? Alguma dica para quem, porventura, esteja lendo esse artigo e se animando para aprender também?

CAIO – Basicamente: orelhada. Eu sou um músico autodidata e popular, até aprendi a ler partitura mas sou lento como uma lesma, preciso de muito mais prática. Tudo que eu sei, aprendi de ouvir e reproduzir. Aprendi a tocar tunes com vídeos no youtube, principalmente o TradLessons, que ensina passo a passo como tocar várias tunes. Tem muitos seres de luz que ensinam parte a parte como tocar uma tune no youtube, tipo o trampo da Fernanda Kotschak, que tem feito isso aqui no BR. Pra quem manja de partitura, tem o TheSession.org, uma database com milhões de partituras e também midis pra quem tira de ouvido. Se alguém quiser aprender música irlandesa, tem muito material, mas principalmente em inglês. Momento merchandise: eu também dou aulas de violão e bandolim para música tradicional irlandesa, é só entrar em contato pelo insta @gregoryfolkmusic ou pelo email caiosgregorys@gmail.com.

PINT – Você já tocou em sessions no Rio de Janeiro, São Paulo, na Irlanda… pensando num leitor que está louco para chegar numa session e começar a tocar, o que você sugeriria?

CAIO – Bom, no site TheSession.org tem uma lista de sessions regulares em todos os cantos do mundo. A gente fez uma session todo mês no Rio de Janeiro durante anos, que está voltando agora devagar por causa da pandemia, que o nosso mestre Alex Navar chegou até a registrar no site a tempos atrás. Acho que na época do Orkut era mais fácil a organização, a gente criava um evento fixo ou uma comunidade e sempre postava as datas e endereços. Hoje existe também o grupo Música Irlandesa no Brasil que cumpre esse papel, e um grupo de whatsapp do Brasil todo de sessions, a boa é se aproximar de algum músico que você conheça da cena e pedir pra entrar no grupo, ou acompanhar o grupo. Uma boa é frequentar as apresentações das bandas da cena e trocar figurinha com os músicos.


Tocando com o Café Irlanda - 2014

PINT – Lembro de você em sessions no Deep Bar, em São Paulo, quando eu ainda estava começando a frequentar esses eventos – mas você tocava mais no Rio de Janeiro, naquela época, certo? Com quem você tocou, o que te motivava a perseguir essa música… enfim, como foi essa fase?

CAIO – Tudo começou quando eu conheci a Raquel Thomé, que me apresentou a uma comunidade no Orkut chamada Irish Session Rio, do Daniel Sinivirta. Lá nós marcamos uma session, uma das primeiras que teve no Rio de Janeiro, no antigo Irish Pub de Ipanema, na Praça General Osório. Foi ali que, além da Raquel que eu já conhecia, eu conheci pessoalmente o Daniel na tin whistle, nosso eterno Tiago Connall (que infelizmente abandonou o corpo físico durante a pandemia), monstro do Bodhrán, o Aluizio Kanter (que tocava baixolão), e o nosso mestre, Alex Navar. Alex é o pioneiro-mór da música irlandesa no Rio de Janeiro, uilleann piper de primeira e gente boníssima. Ele foi o nosso guia pelos repertórios, e os primeiros ensaios da banda que viria a se tornar o Café Irlanda foram em sua casa em Copacabana. Logo após o Rique Meirelles se juntou a nós. Com os anos, saíram o Aluizio e o Tiago e entrou seu aluno, Davi Paladini, no Bodhrán. Depois, com a saída da Raquel, chegou o Kevin Shortall no violão, filho do Terry Shortall, um irlandês que sempre frequentava nossos shows. Quando o Davi foi pra Irlanda, entrou no Bodhrán a Elaine Boyle, uma irlandesa que também frequentava os shows e era aluna do Davi. Em 2016 eu saí da banda, depois de uma série de shows e turnês nacionais e uma internacional. Quem me substituiu no vocal foi o meu amigo Assis Bisneto, um cearense arretado. Com o tempo, o Café Irlanda foi tocando cada vez menos. O Rique começou seu trampo solo de viela de roda, o Wings and Horns, o Kevin hoje em dia está com seu Clube dos Fenianos, e eu com meu trabalho solo. Muitas idas e vindas, amizades e desavenças, uma história maravilhosa que eu tenho muito orgulho. Sláinte ao Café Irlanda!

PINT – Recentemente, você voltou com tudo para a cena da música irlandesa brasileira, fazendo gig atrás de gig em pubs bastante populares de São Paulo, como o Finnegan’s. De onde veio esse ímpeto de retornar à música irlandesa com força total?

CAIO – Bom, depois de sair do Café Irlanda, eu me mudei pra São Paulo e passei a integrar a banda Teko Porã, de música autoral. Ali passei a ser compositor e intérprete de música popular brasileira. Nessa cena de música eu fiz abuso de álcool e drogas, o que me levou a um momento muito ruim, me forçando a voltar para o Rio. Graças a Deus, a dois anos, um mês e 17 dias hoje, eu me encontro limpo, e com um propósito de permanecer assim (se Deus quiser, logo eu largo o cigarro também). Nesse momento sombrio e de início de recuperação eu fiquei inoperante musicalmente (e no geral). Em 2019 a minha namorada na época engravidou, e com isso veio toda a responsabilidade da paternidade, o que me ajudou a procurar ajuda definitivamente e largar o álcool e as drogas, mais precisamente no dia 04 de Dezembro de 2019, quando a minha filha tinha 2 meses de idade. O vício é uma coisa muito séria, é uma doença, e precisa ser tratada como tal. Hoje, dois anos sóbrio, além de estar construindo carreira como tatuador, tomei consciência de que 14 anos de música profissionalmente não é algo a ser jogado fora, e dada a crise sanitária e social que o Brasil enfrenta, resolvi voltar a me dedicar a essa profissão que sei fazer bem, por mim e pela minha filha. Demorou, mas hoje encaro a música como uma profissão legítima e um negócio a ser gerido, de forma séria (gratidão Kevin por tentar me ensinar isso lá atrás). Assumi meu papel de profissional e hoje sou um cidadão cumpridor das minhas responsabilidades.


PINT – Daqui para frente, quais são as perspectivas, expectativas, desejos para o seu projeto Gregory Folk Music?

CAIO – Minha perspectiva é de voltar a divulgar a música tradicional irlandesa, a história e cultura da Irlanda. Com o tempo, pretendo chamar outros músicos e musicistas para integrar uma banda. Existe muito potencial na música irlandesa, é acessível a todos os públicos. Na época do Café Irlanda, nós tocamos desde uma rádio de música clássica aos bares de motociclistas mais pesados do Rio. Por mais que tenha uma consciência socialista e seja totalmente anticapitalista, eu vivo num mundo gerido por regras que, por mais que não concorde, preciso aprender a lidar. Com contas pra pagar e uma filha pra sustentar, não posso me dar ao luxo de ignorar as necessidades financeiras. Isso me faz ver a música irlandesa, além de um precioso bem cultural, também como um produto vendável e de qualidade, que eu tenho condições de oferecer prestando um excelente serviço, tanto às casas contratantes, quanto ao público pagante. Minhas expectativas e desejos principais para este projeto não é apenas fama e fortuna vazios, é que seja uma fonte de bons trabalhos, prosperidade, e valorização da minha trajetória artística.

PINT – Você saberia explicar, de alguma forma, o que te guia na hora de escolher o seu repertório, entre canções e tunes?

CAIO – Parece clichê, mas o que me guia é o meu coração. É como uma tune ou canção bate dentro de mim, porque se eu conseguir canalizar essa energia de volta para o público, sei que posso entregar um bom trabalho. Eu tenho uma formação incompleta em História, o que me faz buscar também o contexto histórico de cada música, para poder enriquecer ainda mais a experiência cultural e não ser só um toca-fitas humano.

"Hekate Tupi. Arte pronta pra ir pra pele da cliente!" – Fonte: instagram.com/caiogregoryart

PINT – Sei também que você passou por um período em que decidiu focar em outros projetos, como o seu negócio de tatuagens e toda a pesquisa e aprendizado que isso envolve. Acho muito enriquecedor, para um artista, transitar por tantas formas de expressão diferentes, que dizem coisas diferentes vinda de lugares diferentes. Você relaciona, de alguma forma, o ofício de músico com o de tatuador – ou são “personalidades artísticas” completamente diferentes que se ocupam de cada uma dessas frentes?

CAIO – Relaciono totalmente. Veja bem, eu creio que todas as manifestações artísticas são sagradas, são formas de traduzir as misteriosas linguagens da alma e dos mundos espirituais. Mesmo sendo linguagens artísticas diferentes, sua fonte é a mesma: o Todo-Poderoso, que eu chamo de Krishna, mas que tem infinitos nomes, formas e títulos, sendo todos eles o mesmo Ser Divino. Historicamente, tanto os bardos como os tatuadores eram considerados pessoas especiais dentro da espiritualidade de seus povos. Não existe nenhuma religião ou espiritualidade no mundo sem música. A música é uma chave de decodificação de vibrações transcedentais, capaz de produzir transmutações energéticas em quem ouve, comungando o ser mortal com o Ser Divino. Igualmente a tatuagem, desde sua origem nas cavernas, tem a ver com talismãs místicos, fechamento de corpo, símbolos de importância cultural e espiritual em suas comunidades. Ambos, música e tatuagem, tem a ver com Identidade, Cultura e Espiritualidade. Eu considero estes ofícios como uma espécie de sacerdócio sagrado, que exerço com uma consciência especial de que O Divino Mestre guia meus caminhos.



PINT – Mais especificamente: o seu trabalho mostra o seu entusiasmo por filosofias, simbologias e práticas espirituais bem interessantes. Você tem uma pesquisa a respeito de tradições tupis, sobre o hinduísmo e sua vertente (está correto chamar assim?) hare krishna – que eu saiba. Me interessam muito as muitas relações que a arte pode ter com o tipo de aprofundamento psicológico e auto-conhecimento que essas práticas e filosofias promovem. Me interessa muito, por exemplo, quando artistas como Brian Finnegan e Martin Hayes relacionam a experiência da música à meditação, a uma forma de estar presente no aqui e agora, fazendo alusão até a uma dissolução momentânea do ego. Acho essa discussão bastante relevante, principalmente no momento histórico que vivemos, cheio de egos feridos, crises de identidade, pessoas patologicamente ansiosas e deprimidas. E digo isso independentemente das crenças e práticas individuais de cada um. O que você teria a dizer sobre isso? Para começo de conversa, por exemplo, você vê alguma relação entre uma Irish session e uma roda de meditação com mantras?

CAIO – Excelente pergunta. Acho que já introduzi o assunto na pergunta anterior, mas essa comparação foi muito pertinente. De fato, as rodas de música (seja uma session, roda de samba, sankirtana ou o que for) são uma egrégora espontânea unida com o objetivo de florescer em arte e boas vibrações. Os indígenas Guarani Mbya, por exemplo, com quem convivo nos últimos 15 anos, fazem suas orações cantando cânticos, ou mborai. Os cristãos tem o livro dos salmos, onde se enfatiza o cantar como forma direta de se adereçar a Deus. Recentemente, passei a me aproximar do Movimento Hare Krishna, onde encontrei minha fé da forma que toca mais profundamente meu coração. Segundo as Escrituras Védicas, nós vivemos na Era de Kali, a mais densa de todas as 4 eras que viveu a humanidade. Nesta era, a melhor e mais recomendada forma de se conectar a Krishna (Deus) é a partir do cantar de Seus Santos Nomes, na forma do famoso Maha-Mantra: “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare. Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.” É a partir do Sankirtana (canto congregaional) ou através de Bhajans (canções individuais), que se faz a conexão mais íntima com Deus, pois Ele não é diferente de Seu Santo Nome. Em sessions na Irlanda, existe o famoso “old man in the corner” (o velhinho no cantinho), que começa a cantar sozinho e todo o pub fica em silêncio respeitoso. Existe uma reverência pela música na Irlanda, um reconhecimento de seu valor, mesmo que não seja explicitamente espiritual. Pois Deus é tão Misericordioso, que se apresenta na forma de suas vibrações transcedentais mesmo às pessoas menos conscientes Dele, sempre ali, através da arte.

PINT – Pensando que o Pint Diário é uma forma de aproximar os brasileiros da música irlandesa e ajudar quem quiser aprender e conhecer mais sobre esse universo, você teria algo mais a compartilhar com os leitores? Algo a mais que você gostaria de dizer?


CAIO – Gostaria de primeiramente agradecer o convite, é uma honra estar presente neste veículo tão importante para nós na cena de música tradicional irlandesa. Existe muito mais além do som nas canções irlandesas, procurem mais informações sobre o que vocês querem cantar, a cultura musical da Irlanda é rica em contextos históricos interessantíssimos. Também gostaria de dizer a qualquer um que tenha identificado que tem problema com álcool e drogas e deseja parar mas não consegue, que podem me procurar, e direi a vocês o que eu fiz para parar e continuar em recuperação. Não foi através da religião, nenhuma seita ou partido político. No mais, desejo ver sempre a cena crescendo, e que os músicos e musicistas busquem consciência sobre a riqueza cultural que tem em mãos. Um forte abraço a todos e todas. Go raibh míle math ágath (mil agradecimentos, em Gaélico Irlandês). Sláinte! (Saúde!)

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